Inspiração

Em Mazagão, menino leva moletons extras para colegas de escola não passarem frio

Por: Joice Batista

Uma garoto mazaganense de 8 anos aqueceu seus amigos e o coração de muitas pessoas por meio de um gesto simples em sala de aula. Abner Barreto da Silva foi para a escola com a mochila mais cheia do que de costume e surpreendeu a sua família e comunidade escolar ao ser flagrado carregando moletons para amenizar o frio dos colegas em sala de aula, que não tinham agasalhos.

De acordo com a mãe de Abner, Elcileide Gomes Barreto da Silva – que por coincidência também é a professora de seu filho -, a central de ar da sala não pode ser desligada porque outras crianças reclamam de calor e mesmo com a porta aberta, o ambiente continua muito frio.

 

Abner possui seu próprio casaco e tem como se aquecer, mesmo tão pequeno ele percebeu que poderia ajudar os colegas que estavam em uma situação diferente da sua. Foi então que o garoto encheu a mochila com os moletons que tinha em casa e foi para a escola.

“Teve um dia em que eu percebi que a mochila dele estava muito pesada e volumosa, mas eu pensei que ele estava levando um monte de livros porque ele ama ler. Na escola, eu questionei e ele me contou do que se tratava. Na hora, eu me emocionei porque a gente incentiva ele a sempre respeitar as pessoas, a tratar todo mundo bem, mas ele mesmo tem umas atitudes voluntárias que as vezes eu só fico sabendo depois”, contou Elcileide, 34 anos.

Abner dividiu os casacos com outros dois colegas, que segundo a professora, ficaram felizes e agradecidos.

Nervoso e um pouco tímido, o garoto descreveu sua atitude em poucas palavras: “Eu vi eles sem moletom, me emocionei e quis levar”, afirmou Abner, que acrescentou ter se sentido feliz ajudando os colegas. 

De acordo com Elcileide, não é somente na escola que Abner é solidário. Segundo ela, em casa ele já ajuda nas tarefas e é bastante cuidadoso quando alguém está doente; já na escola, sempre que algum colega precisa de material ou apoio com o conteúdo, ele empresta ou se oferece para auxiliar.

“Ele tá sempre assim preocupado com outros e também gosta de ver as pessoas felizes. Eu me sinto privilegiada por Deus ter me dado esse filho, esse presente; e por eu estar dando conta de educá-lo; por ele estar crescendo e se tornando um ser humano tão amável. Eu me sinto realizada, com o dever cumprido como mãe e professora”, disse.

O orgulho de Elcileide com a atitude do filho foi tão grande que ela fez um registro em seu perfil no Facebook, onde o menino foi bastante elogiado.

Camila Ramos

Jornalista e profissional de marketing tentando inspirar no mundo um pouco mais de empatia e solidariedade.

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