Responsabilidade Social Voluntariado

Projeto social luta para prevenir abuso sexual e uso de drogas com crianças de Santana

Por Joyce Batista

Cerca de 65 crianças do bairro Paraíso, no município de Santana, são amparadas desde o ano passado por um projeto que visa diminuir as vítimas de abuso sexual e uso de drogas. Além de prepara-las para identificar esses crimes, as crianças entre 6 e 11 anos, participam de atividades educacionais, culturais e esportivas.

O projeto nasceu em 2017, através de Maria Nogueira, de 44 anos, que no trabalho à frente do Conselho Tutelar do segundo maior município do Amapá, constatou que cada vez mais crianças eram abusadas de diversas formas. Da inquietação de ver infâncias interrompidas, surgiu o “Resgate Mirim”.

“O nosso desejo veio após atendermos vários casos de abuso sexual e uso de drogas envolvendo crianças, foi quando eu vi a importância de ter um projeto social. Nosso objetivo é que as crianças saibam se defender quando um abusador ou alguém oferecendo drogas chegar até elas”, disse Maria.

Atualmente, o projeto oferece aulas de civismo, reforço escolar, judô, flauta doce e educação física, além de serem alimentadas com três refeições. As atividades acontecem todos os domingos pela manhã na escola São Paulo, um espaço cedido para essa causa nobre.

Além de planejar e realizar as ações, os 15 voluntários da iniciativa – uma equipe que conta com assistente social, psicólogos e psicopedagogos – também acompanham a vida das crianças e de suas famílias. Nos casos mais graves, os familiares são atendidos com conversas e terapias ou doações de alimentos, resultando num atendimento mais complexo.

“Nosso intuito é proporcionar o resgate de valores, esperanças e sonhos. O nosso trabalho é muito importante, tanto para as crianças quanto para as famílias. Tem crianças que precisam apenas de um abraço ou uma alimentação e isso faz muita diferença”, disse a idealizadora.

Um verdadeiro desafio

Apesar da grande importância, o projeto Resgate Mirim sobrevive de forma independente e com muita dificuldade, pois nem sempre as doações suprem as demandas de todos os domingos. Além disso, um segundo polo, localizado no Iguarapé da Fortaleza, teve que ser fechado por falta de apoio.

“Nem sempre nós conseguimos a ajuda necessária para cada domingo e isso dificulta muito porque temos que de alguma forma dar um jeito para não deixar faltar o alimento das crianças. Muitas vezes até pedimos fiado em algum comércio, mas estamos conseguindo levar o projeto, graças a Deus. Ainda assim, nós necessitamos de muito apoio”, lamenta Maria Nogueira.

Doações

Uma das formas de ajudar o projeto é realizando doações. O Resgate Mirim precisa atualmente de materiais escolar e esportivo, além de alimentos não perecíveis. Também é possível contribuir se tornando um voluntário da iniciativa.

Para ajudar, basta entrar em contato com a idealizadora através do telefone (96) 99109-6113 ou da página do projeto no Facebook (facebook.com/Projeto-RESGATE-MIRIM).

 

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