Responsabilidade Social Solidariedade Voluntariado

Projeto oferta oportunidades de emprego e cursos profissionalizantes para famílias carentes e voluntários

Por Joyce Batista

O projeto social Filhos do Amapá está se reconfigurando e apresenta uma nova estratégia de trabalho coletivo, que visa a melhora de vida através de oportunidades de emprego, tanto para os beneficiados da iniciativa, quanto para seu próprio voluntariado.

De início, mil famílias serão cadastradas no projeto e terão suas principais necessidades sociais (alimentação, roupas e calçados, saúde) supridas com a ajuda de voluntários e parceiros. Depois, essas famílias serão capacitadas através de cursos profissionalizantes, de acordo com seus interesses.

Voluntários e parceiros também serão cadastrados para contribuir com o que podem e sabem fazer, além de também terem suas dificuldades e objetivos de vida acompanhados. Atualmente, a iniciativa está em processo de cadastramento de novos voluntários. As atividades e os benefícios serão retomados após um estudo completo de todos os inscritos.

Posterior a isso, todos serão inseridos na plataforma virtual do projeto. A ideia é criar uma grande rede de colaboração mútua, onde voluntários, famílias beneficiadas e parceiros terão suas informações profissionais interligadas. Assim, quem procura emprego estará capacitado e em contato com os que ofertam.

“É um projeto social que visa fortalecer as duas pontas. A gente sabe que o voluntariado está ali por amor, mas ele também quer a oportunidade e o projeto Filhos do Amapá dá essa oportunidade tanto para quem contribui com o projeto quanto para famílias carentes”, diz o empresário e idealizador do projeto Filhos do Amapá, Glauber Flexa.

Janaína Nunes Coelho, estudante de sociologia de 28 anos, faz parte do voluntariado que decidiu apostar nessa nova proposta de trabalho social.

“Eu sempre tive o desejo de ajudar pessoas através de um projeto, mas sozinha é muito difícil. Com o “Filhos do Amapá” eu vejo que é mais viável essa ajuda. Então, eu vim aqui agregar conhecimento, experiência e claro… amor”, disse Janaína.

Filhos do Amapá

O projeto surgiu em 2006, quando Glauber Flexa juntou algumas pessoas para doar roupas que acumulava em casa, além de doar cestas básicas e cuidar das crianças em algumas missas, para que a celebração fosse mais tranquila. Desde então, o projeto se expandiu e se transformou no que conhecemos hoje.

Segundo Glauber, os mais de 10 anos de experiência mostraram que somente doações periódicas para os que precisam não resolvem de fato os problemas sociais, mas apenas amenizam por um instante.

Glauber Flexa , fundador do projeto

“A gente aprendeu que doar cestas básicas só resolve naquele momento e as pessoas buscam oportunidades. Agora sabemos que se trabalharmos a educação, gerando oportunidades, melhorando o currículo e o perfil profissional das pessoas, é muito mais fácil delas conseguirem emprego. Quando a gente gera oportunidade, a família consegue se manter e não precisa mais da cesta básica”, frisou Glauber.

Doações e voluntariado

Com uma proposta diferente, o projeto Filhos do Amapá não aceita doações em dinheiro e todos que queiram ajudar de alguma forma precisam se tornar voluntários.

O projeto surgiu em 2006

“A única coisa que a gente não aceita é dinheiro. As pessoas contribuem com outras potencialidades. Se for empresa, o dono tem que participar como voluntário também e dar sua contribuição. Os outros voluntários, em contrapartida, fortalecem essa empresa do jeito que puderem”, disse o idealizador do projeto.

Os interessados em fazer parte ou conhecer a iniciativa devem entrar em contato através do telefone (96) 98135­-0707 ou da página oficial do projeto no Facebook: “Filhos do Amapá” (https://www.facebook.com/Filhos-do-Amap%C3%A1-1570334956519789/?__tn__=%2Cd%2CP-R&eid=ARCOLz4_NUH4v33rHOfRcOGGqNgb6rssEOOliIZLj1uFGGNmbntL9a2QfVVJOlb_bIE_2LcAtvJp9Ogq­).

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